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ESPAÇO PARA DIVULGAÇÃO DO TRABALHO DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE REALIZADO NA VILA SÃO BRAZ - DOURADOS -MS
A qualidade de vida tem se tornado uma condição muito almejada pelo trabalhador, e isso nos mais diversos setores: sejam eles de produção ou de serviço. Ela se traduz na busca por satisfação, saúde, alegria motivação e bem estar. Para desfrutar de boa qualidade de vida é preciso viver de forma equilibrada, procurando ter hábitos saudáveis, adaptando-se para o enfrentamento das pressões e imprevistos da vida, tanto na dimensão do trabalho como no lazer, buscando viver mais conscientemente e em harmonia com o meio ambiente, as pessoas e consigo mesmo.
Por outro lado, quando as condições do trabalho não contribuem para a qualidade de vida, acaba gerando no trabalhador sentimentos de insatisfação, desencadeando uma série de reações como monotonia, fadiga, falta de motivação e estresse, caracterizados por Deliberato (2002) como aspectos psicofisiológicos da interação homem/trabalho.
Neste contexto conclui-se que sendo o ambiente de trabalho uma extensão de nossas vidas, visto que em muitos casos é o local onde o indivíduo passa maior parte do seu tempo, deve este configurar-se num espaço amistoso, motivador, agradável, minimizando ou até eliminando os efeitos nocivos que as atividades de trabalho poderiam gerar.
Por muito tempo saúde foi caracterizada como ausência de doença formando um conceito muito limitado para uma temática tão abrangente.
Atualmente o termo saúde tem sido abordado de uma forma mais complexa e menos simplista, na concepção de um processo em construção que vislumbra uma relação harmônica entre o indivíduo e o meio, meio este que pode ser o próprio ambiente de trabalho, local onde o trabalhador está inserido e interagindo, influenciando e sofrendo influências.
A presente reflexão propõem repensarmos nosso ambiente de trabalho, enquanto profissionais da saúde, na perspectiva de implementar ações de promoção da saúde com vista a proporcionar qualidade de vida ao trabalhador/cuidador.
É preciso refletir sobre os aspectos que interferem na motivação dos funcionários e propor mecanismos voltados à motivação dos mesmos, de forma que as condições de trabalho não interfiram, más sim colaborem com a redução da vulnerabilidade e riscos à saúde, proporcionando satisfação, motivação, bem estar e alegria.
Uma ferramenta que tem sido muito utilizada em diferentes campos de trabalho, como forma de minimizar os efeitos nocivos da carga de trabalho tem sido a ginástica laboral. Ela consiste, basicamente, na prática de exercícios leves com duração de aproximadamente 15 minutos, realizados durante a jornada de trabalho. Vários autores têm demonstrado por meio de estudos que a referida ferramenta tem apresentado bons resultados, despertando nos trabalhadores o desejo pela prática de atividades físicas, rompendo assim com o sedentarismo tão presente nos dias atuais, e principalmente proporcionando entre os funcionários e colegas de trabalho uma melhor interação.
Conforme (BERGAMASCHI, 2002), entre os efeitos produzidos pela ginástica laboral, estão a redução de dores e dos sintomas de estresse além da percepção de uma melhora significativa no relacionamento entre os trabalhadores e ainda no ambiente familiar.
Deixo aqui como sugestão começarmos a fomentar a possibilidade da aplicação de tal ferramenta em nosso ambiente de trabalho. Acredito que a iniciativa trará benefícios aos servidores e consequente melhoria na qualidade dos serviços prestados.
Em breve postarei novas reflexões sobre o assunto.
Abraços a todos!!!
Fonte da citação:
BERGAMASCHI, Elaine C. Ginastica Laboral: Possíveis implicações para as esferas física, psicológica e social. Atividade Física & Saúde, Rio Claro, v. 7, n. 3 p. 23-29, 2002.