sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

AMANHÃ SERÁ O GRANDE DIA

Estamos muito felizes e eufóricos pois chegou o dia da nossa 1ªFEIRA DE SAÚDE.
Com o tema: "COMUNIDADE E PROFISSIONAIS DA SAÚDE: APRENDENDO A CAMINHAR JUNTOS", o evento contará com»
  • Exposição e comercialização de trabalhos artesanias produzidos pela própria comunidade;
  • Apresentações culturais;
  • Atividades de educação em saúde;
  • Sala de cinema;
  • ... e muito mais.
PROGRAMAÇÃO DA FEIRA
04/12/2008
  • 14hs - Abertura
  • 15hs - Dança de rua com as crianças da creche Criança Feliz
  • 15:30hs - Apresentação do grupo de capoeira
  • Educação em saúde - abordando a dengue (CCZ)
  • 16:30hs - Grupo de dança "Projeto Sementes do amanhã"
  • 17:30hs - Apresentação Musical
  • 18hs - Apresentação do grupo de coreografia da Igreja Batista
  • 19hs - Encerramento
05/12/2008
  • 14hs - Apresentação Musical com o Coral da creche Criança Feliz
  • Educação em saúde - Rede de Combate ao Câncer
  • 15hs - Apresentação do grupo de coreografia da Igreja Batista
  • Educação em saúde - Abordando DST/AIDS (SAE/CTA)
  • 16hs - Educação em saúde - Abordando a reciclagem de vidros
  • 17hs - Educação em saúde - abordando a dengue (CCZ)
  • 18hs - Grupo de dança "Projeto Sementes do amanhã"
  • 19hs - Encerramento
OBS: O grupo de dança "Projeto Sements do Amanhã", é formado por crianças e adolescentes da própria comunidade, em uma iniciativa da ESF 17, cujo objetivo é propiciar oportunidade de trabalhar educação em saúde dentro desta faixa etaria. Acreditamos que estes mesmos, (jovens) poderão ser os multiplicadores de uma nova ideologia de saúde voltada a auto-responsabilização da qualidade de vida e saúde individual e coletiva.
  • Os trabalhos artesanais estarão sendo comercializados e a renda da venda dos artesanatos ficará em posse do respectivo artesão. Serão expostos excelentes trabalhos.
  • Simultaneamente à toda esta programação estarão sendo exibidos filmes, em sua maioria nacionais, no intuito de valorizar o que é nosso. Este será o nosso "cinema na comunidade", e para tal, a sala será equipada com telão e surround.
LOCAL: A Feira de Saúde estará acontecendo na Escola Municipal Clori Benedeti de Freitas, no jardim joquei clube.

VENHA PRESTIGIAR NOSSO ENVENTO, VOCÊ QUE ACESSOU ESTE BLOG É NOSSO CONVIDADO ESPECIAL

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Educação Popular no Judiciário

No interior da Bahia, um juiz ensina o que é Justiça


Humanizar a figura do juiz e banir o excesso de juridiquês das decisões judiciais pode parecer ainda algo distante de acontecer no Judiciário, mas lá no interior da Bahia, na pequena cidade de Conceição do Coité, de 58 mil habitantes, o juiz Gerivaldo Alves Neiva, de 46 anos, consegue.

Ele leva seus “companheiros” , como gosta de chamar os moradores e até mesmo os réus que chegam ao fórum da cidade, a discutir o conteúdo e o resultado de suas decisões judiciais em bares, celas, praças e até mesmo em comunidade no site de relacionamento Orkut. Ele também costuma dar título para as mais polêmicas: “Sentença para ser lida e entendida por um Marceneiro” e “A crônica de um Crime Anunciado” são alguns exemplos.

A discussão jurídica lá em Coité só é garantida entre os moradores pela simplicidade das decisões de Gerivaldo. O juiz dispensa formalismo e é firme ao ressaltar que suas decisões não precisam satisfazer colegas e jurisdicionados. “Só precisa ser justa.”

Pau para toda obra

Gerivaldo julga cerca de 100 processos por mês e exerce uma jurisdição plena: cuida do criminal, cível e eleitoral. Segundo ele, na linguagem popular, “é pau para toda obra”. Antes de chegar à magistratura, 18 anos atrás, o juiz se formou em sociologia com especialização em educação popular. Era estudioso de Leonardo Boff e Paulo Freire. Essa formação o acompanha até hoje na busca da Justiça utópica.

No último mês de agosto, Gerivaldo conseguiu dividir a cidade com mais uma de suas decisões. Ele mandou soltar um rapaz de 21 anos, mudo e surdo, acusado de furto, a quem chama de Mudinho. Como pena, determinou que ele fosse estudar e procurar emprego.

“O que esperar de alguém que passou a infância e adolescência lançado à sorte, esquecido pelo Estado? De certo, que se torne um bandido. O que pode mudar o futuro desse indivíduo é a forma como será aplicada a Justiça. Se jogado em uma penitenciária, talvez a ressocializaçã o seja a última coisa que acontecerá”, escreveu na sentença, A Crônica de um Crime Anunciado. [ http://www.conjur. com.br/static/ text/68833, 1#null ]

O juiz conta que, depois dessa decisão, metade da cidade gostou do resultado, dizendo que Mudinho merecia mais uma chance. A outra, contudo, alegou que a decisão poderia causar grandes problemas e Gerivaldo podia até se tornar a próxima vítima do jovem mudo.

A sua decisão sobre o caso de um marceneiro também ganhou repercussão [ http://www.conjur. com.br/static/ text/57131, 1 ]. Em linguagem simples, como de costume, o juiz escreveu sobre José de Gregório Pinto, que comprou um telefone celular, “certamente pensando em facilitar o contato com a sua clientela”. Dois meses depois de ter “domado os dedos grossos e calejados” para apertar os botões do aparelho, o telefone quebrou. Não teve conserto. “Seu Gregório” também não conseguiu nenhum acordo nem com a Siemens, fabricante do produto, nem com as Lojas Insinuante, que lhe venderam o celular. E foi à Justiça.

O juiz não aceitou nenhum dos argumentos tanto da Siemens como das Lojas Insinuantes. Ficou do lado do “Seu Gregório”. Gerivaldo dispensou as provas técnicas e qualquer outra formalidade da Justiça. Apenas mandou a loja devolver a “Seu Gregório” o dinheiro usado para comprar o celular. Mandou também a Siemens enviar ao marceneiro um novo aparelho, “para que ele não se desanime com as facilidades dos tempos modernos”. Simples assim. Afinal, “no mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro”, registrou.

Noutro caso, Neiva mandou expedir alvará de soltura para uma jovem de 19 anos, acusada de envolvimento com o tráfico de drogas. Ela é mãe e, na época, seu bebê tinha dois meses. Na decisão ele escreveu: “Não, Graciele, você não necessita do seu filho, ao contrário, ele chora todos os dias, sente falta do cheiro da mãe, do seu leite, do seu calor e do seu amor. Talvez você não mereça, mas é um crime ainda maior privar uma criança de dois meses do aconchego daquela que lhe concebeu e lhe deu à luz. Não demore! Saia e vá amamentar seu filho enquanto seus seios ainda permitem”.

Voz do povo

De acordo com Gerivaldo, o seu ideal, além de exercer uma Justiça plena e efetiva, é fazer com que a cidade trave diálogos para discutir um pouco mais sobre o assunto. “Escrevo minha sentença pensando numa pessoa que não entende nada da ciência do Direito. Depois de redigi-la, leio em voz alta para saber se vão entender e acompanhar meu raciocínio”, explica.

O juiz conta que, no final de cada decisão, coloca seu e-mail e o endereço de seu blog para receber críticas. Num tom descontraído, ele brinca: “assim como existe um pós-venda numa grande concessionária de carros, eu tenho a minha pós-sentença. É importante dar a cara a bater. Saber onde errei”.

Lá em Coité, os presos também ficam à vontade para conversar com o juiz. E, provavelmente, nenhum julgamento será anulado por causa do uso de algemas. Quando os presos chegam ao fórum da cidade, Gerivaldo manda logo tirar as pulseiras de aço para que possam bater um papo. Segundo o juiz, existe uma confiança mútua entre ele e os réus. Ele não é visto como um algoz e está lá para aplicar apenas a Justiça.

Certa vez, ele conta, durante uma festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição, a praça ficou repleta de gente e houve uma grande confusão. Ele e a mulher ficaram presos no meio dela. Quando o juiz menos esperava, apareceu um ex-presidiário para ajudá-los, o conhecido “Nescau”. Sua mulher ficou aliviada, mas advertiu: “Ele nos ajudou, mas outro [ex-presidiário] poderia fazer algum mal a você”. Gerivaldo deu de ombros.

As suas decisões, pelo menos as mais polêmicas, não costumam ser reformadas pela segunda instância, gaba-se. Ele atribui o fato à grande repercussão que muitas delas ganham na mídia. “Por isso, muitas vezes o Ministério Público estadual nem recorre.”

Questionado sobre as falhas do Judiciário, Gerivaldo diz que um grande problema é o fato de a maioria de seus pares não conseguir dialogar. “Juízes são formados para impor, decidir e determinar. Muitos adoram prender, como se fosse a solução de todos os problemas. Eu adoro soltar”, brincou.

O juiz Gerivaldo não acredita numa violência “originária” de cada ser humano. Para ele, existe uma violência derivada. Explicou que muitos jovens entram no mundo do crime e das drogas por falta de base familiar. Aí, prisão não resolve. “O sistema prisional é uma lixeira humana”.

Baile da lei

De acordo com o juiz, a Constituição Federal de 1988 convidou o Judiciário para um grande baile social, democrático e igualitário. Na festa, a magistratura seria representada por garçons e dançarinos. Segundo ele, os dançarinos deveriam dançar de tudo: salsa, merengue, xote e até um tango argentino.

Passados 20 anos, Gerivaldo acredita que o Judiciário ainda não criou o espaço para o baile e está pior do que antes. “Sem espaço, não tem baile. Sem Poder Judiciário forte, autônomo e bem estruturado, como pensar na garantia dos direitos constitucionais?”

Gerivaldo diz que a magistratura não aceita a função de garçom e menos ainda a de dançarino. “A magistratura jamais aprendeu a dançar e também não se dispôs a aprender. Aliás, já bailou em alguns bailes, só que inacessíveis ao povo e não num grande forró popular.”

O juiz afirma que, enquanto o Judiciário não preparar o espaço para o baile e não for um bom anfitrião, o sonho de Justiça ideal não vai virar realidade. “Enquanto o Judiciário não for completamente democratizado e a figura do juiz, humanizada, não teremos saída.”

Revista Consultor Jurídico. No interior da Bahia, um juiz ensina o que é Justiça < http://www.conjur. com.br/static/ text/71339, 1#null > nov-2008. [sem grifo no original]

Projeto de Odontologia na Vila São Braz



Esse projeto é continuidade do Projeto de Educação Popular em Saúde e Odontologia iniciado pela Professora Pollyanna em parceria com a equipe 17 da Vila São Braz.


Projeto de Odontologia da UNIGRAN beneficia crianças

Usando técnica de restauração que não requer consultório, acadêmicos fizeram mutirão para atender a quase 200 alunos da Escola Clori Benedetti.
Eliminação de cáries sem necessidade de anestesia e promoção da saúde bucal. O curso de Odontologia da UNIGRAN conclui, nesta quarta-feira, 19, um projeto de atenção à saúde das famílias possibilitou que cerca de 200 crianças tivessem acesso a um moderno tratamento contra cáries. No projeto, desenvolvido na disciplina de Clínica de Educação em Saúde Bucal, os acadêmicos utilizaram técnicas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e materiais restauradores da mais avançada tecnologia.

O projeto foi desenvolvido em parcerias com a Secretaria de Saúde de Dourados e a Escola Municipal Clori Benedetti de Freitas, que fica nos limites das áreas urbana e rural, a leste da cidade, e atende à população de vários bairros da região. Desde setembro, acadêmicos do 4º semestre realizam um trabalho semanal de educação em saúde, buscando formar nos alunos consciência sobre a importância da escovação correta e de outros hábitos de higiene bucal para a conservação dos dentes. A parte final do estágio foi de prática em restauração não-traumática de dentes lesionados por cáries.

A professora Pollyana Borges, coordenadora do projeto, explica que a técnica escolhida, conhecida como Tratamento Restaurador Atraumático (ATR), dispensa o uso do micromotor e outros aparelhos de consultório, bem como de anestesia. “O tratamento é indolor, o que é muito bom para a criança, que não vai ficar traumatizada com o tratamento dentário; [outra] vantagem é que o tratamento está fundamento na reparação do dente, o material que nós colocamos na cavidade forma um tecido reparador e impede o avanço da doença cárie”, explicou a professora.

O cimento inômero de vidro, o componente mais importante nesse tratamento, é um material que libera flúor gradualmente, controla a microflora cariogênica e remineraliza o dente, provendo a renovação da dentina. Essa técnica, contudo, só aplicável em situações em que a cárie não tenha atingido regiões mais profundas das estruturas do dente. “Os problemas mais graves, que a gente não consegue resolver aqui, nós encaminhamos à Unidade Básica de Saúde, e o diagnóstico final é dado pelo dentista do município”, esclareceu a professora.

Na região da Escola Clori Benedetti, o atendimento dentário é concentrado no Posto de Saúde da Família 17. O responsável do PSF pelo atendimento odontológico, Urias Saturnino, acompanhou o projeto da Instituição e aprovou o atendimento que deixou as crianças tranqüilas e confiantes. “Normalmente, elas têm medo, mas pelo carinho com que os acadêmicos estão fazendo o atendimento, elas estão colaborando; a UNIGRAN está desenvolvendo um trabalho muito bonito aqui, e para nós, é um apoio muito forte”, disse o odontólogo.

FATOR SOCIAL – O projeto iniciou com visitas domiciliares feitas por acadêmicos recém-ingressos, no primeiro semestre, para se conhecer o perfil das famílias. Segundo a professora Pollyanna Borges, os levantamentos feitos indicaram prevalência de lesões causadas por cárie, e confirmaram que essa é uma doença cujo controle não depende apenas da disponibilidade e atenção do dentista. “É uma doença que tem componentes sociais; e nos bairros que têm maior carência social, a gente ainda vê uma elevada freqüência de cárie”, disse a coordenadora do estágio.

Por essa razão, os professores da Escola Clori Benedetti também consideraram importante o trabalho dos acadêmicos da UNIGRAN na região. “Essa parceria, para nós é muito boa”, disse a vice-diretora Ivone Bonetti. Já a professora Rosemar Bezerra comentou que, em muitas famílias, a saúde bucal não é vista como prioridade. “Isso é maravilhoso. Nossa escola necessita mesmo deste tipo de trabalho, porque a maioria dos alunos, embora tenha o Posto de Saúde, não procura atendimento, não tem isso como primeira necessidade”, comentou.

Os acadêmicos de Odontologia que participaram do projeto – quarenta e oito, contando só os de quarto semestre – levam mais do que o aprendizado prático nesse primeiro estágio clínico. “Aqui, a gente vê a realidade do povo, a gente aprende mais do que na teoria e se sente mais responsável por conhecer a realidade de cada família: como é em casa, às vezes, a criança não tem pai, não tem mãe e não é feliz, então, ela não vai cuidar do dente, não é só questão de escovar o dente, a gente aprende isso”, declarou Bianca Calderan.

Atuando na supervisão e orientação dos trabalhos, o projeto contou ainda com a participação dos professores André Afif, Letícia Ferrigolo e Camila Estaropoli Ramos Zeuli. Os procedimentos de restauração foram feitos com a autorização escrita dos pais e todo o material e instrumental usados no projeto foram fornecidos pela UNIGRAN. (JR)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

NOSSO GRUPO DE DANÇA JÁ É UMA REALIDADE



Os jovens adolescentes estão bastante empolgados com o grupo. Eles estarão mostrando seu trabalho para o público nos dias da Feira de Saúde, 04/05/de dezembro. Você é nosso(a) convidado(a), venha prestigiar.




Elas estão de prontidão e prometem ser parceiras na ardua tarefa de educar para a saúde.

...Contamos com vocês meninas

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

POEMA DE PAULO FREIRE

A Escola
(Paulo Freire escreveu sobre a escola, mas eu acho que bem poderia ser Posto de Saúde)


Escola é...
O lugar onde se faz amigos
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
Gente que trabalha, que estuda,
Que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
O aluno é gente.
Cada funcionário é gente.
A a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um
Se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
Que não tem amizade a ninguém
Nada de ser como o tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só
Trabalhar,
E também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!
Ora, é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se,
Ser feliz.


de Paulo Freire