REPORTAGENS SOBRE O TEMA

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samuelcamelô@hotmail.com,suelinascimento06@hotmail.com

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

QUESTIONÁRIO PARA ADOLESCENTES

A ACS Sueli Nascimento elaborou um questionário para investigar a necessidade dos adolescentes da área da equipe 17. Olha que iniciativa maravilhosa!! Parabéns Sueli a saúde precisa de gente como você!


PESQUISA DE OPINIÃO COM ADOLESCENTES DE 10 A 17 ANOS

Qual seu nome completo?
Sua idade?
Quem mora com você?
Qual o nome do seu pai?
Qual o nome da sua mãe?
Tem irmão?
Quantos?
Seus pais vivem juntos?
Você freqüenta alguma igreja?
Você estuda? Qual série?
Você acha que é importante estudar? Por quê?

Tem dificuldade de relacionar com seus pais?
Você tem dificuldade escolar?
O que você faz para você se divertir?
Qual o esporte que você mais gosta?
Gostaria de aprender mais sobre este esporte?
Gosta de música?
Que tipo de música você prefere?
Se você fosse escolher um instrumento musical, qual você gostaria de tocar?
Gosta de dançar?
Gostaria de ter aula de dança? Que tipo?
Você se preocupa com a violência? Por quê?

Que profissão você pensa em exercer no futuro?
Qual a pessoa que você mais admira? Por quê?
Você tenta imitar esta pessoa?
Gostaria que sua vida fosse diferente? Em que sentido?

ENCERRAMENTO DO CURSO DE ARTESANATO

Hoje aconteceu o encerramento do curso de artesanato com jornais ministrado pela Valdete na unidade do PSF 17. As inscrições para a nova turma já estão abertas e já conta com 9 inscritos.




Esses são alguns dos artesanatos produzidos no curso da equipe 17.



Esse é o certificado de conclusão produzido pela equipe e assinado pela enfermeira Joana. Foi criado um livro ata e de registro para documentar todas as iniciativas da equipe 17.




Maria Cristina iniciou o curso já na metade... veio depois que a mãe fez.propaganda. " Já faz parte da renda de casa, já vendemos vários" A filhinha pediu até um certificado paar ela, afinal tem ajudado a mamãe e já sabe fazer muito bem os canudinhos. Claro,já ganhou! Parabéns Patrícia!



Dona Maurina toda sorridente e orgulhosa da sua cesta, que já está vendida!!
"Eu nunca tinha feito nenhum artesanato, no começo foi muito difícil, mas eu me virei, foi um desafio. Gostei demais de fazer as cestas, elas são lindas!"



Maria Luzinete é esposa de um dos ACS da equipe 17. Ela disse " Gostei de fazer as cestinhas. Dá trabalho, mas compensa. No começo deu vontade de desistir. Eu deixava as crianças sozinhas em casa paar estar aqui. Não foi fácil, mas é bom ver como as cestinhas ficam bonitas!"




Parte do grupo que concluiu o curso fazendo pose com os certificados e as produções!




Depois teve uma festa de comemoração!! A cueca virada estava muito gostosa, foi feita por duas alunas do curso meninas, vocês estão de parabéns!



Eu estava lá para participar da festa (Cibele) e aproveitei paar tirar uma foto com o pessoal da equipe 17.



Essa é a turma responsável por esse lindo trabalho! Parabéns Valdete e obrigada pela dedicação em ensinar, parabéns Sueli, você tem se empenhado muito para que tudo a promoção de saúde seja real, parabéns Marlene, você está fazendo muita falta e Elcio o apoio que você tem dado a essas meninas é essencial!! Você está de parabéns!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA À DISTÂNCIA. INSCRIÇÕES ABERTAS! (clique aqui)

UFMG abre mais 400 vagas para especialização a distância em Saúde da Família
13/08/2008

De hoje a 22 de agosto estão abertas as inscrições para preenchimento de mais 400 vagas do Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família – CEABSF - (lato-sensu) na modalidade a distância. Oferecido pelo Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da UFMG, Nescon, por meio do Programa Ágora, o curso é direcionado a enfermeiros, cirurgiões-dentistas e médicos, que integrem equipes de saúde da família e/ou sejam profissionais de referência para as equipes. A novidade nesta segunda edição é que os gestores podem participar desde que também pertençam a uma dessas três categorias.

São oferecidas 400 vagas divididas em turmas de 25 alunos, com suporte dos oito Pólos Municipais de Apoio Presencial à Educação Superior da Universidade Aberta do Brasil (UAB) localizados em Araçuaí, Campos Gerais, Corinto, Conselheiro Lafaiete, Formiga, Governador Valadares, Teófilo Otoni e Uberaba. Nesta edição há 100 vagas reservadas aos profissionais da rede básica de saúde do município de Belo Horizonte (SUS-BH). A essas vagas podem concorrer apenas enfermeiros, cirurgiões-dentistas e médicos, que trabalhem no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.

Curso
O CEABSF tem carga horária de 360 horas divididas em 135h em disciplinas obrigatórias e 225h em optativas, a duração é de 18 a 24 meses com encontros e avaliações presenciais e ao final será exigido Trabalho de Conclusão de Curso, na forma de portfólio. É gratuito ao aluno, pois é financiado pelos ministérios da Saúde e da Educação/UAB e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, mas como todo curso oficial da UFMG, o acadêmico é responsável pelo pagamento semestral da Contribuição ao Fundo de Bolsas, cujo valor é de R$194,57, sem as taxas de DCE e DA. O aluno também tem a opção de pleitear isenção junto à Fundação Universitária Mendes Pimentel, informações no (31) 3274-2003.

Inscrições
As inscrições podem ser feitas no site da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) no www.fundep.ufmg.br ou nos postos de atendimento localizados no campus Pampulha (av. Antônio Carlos, 6627 Praça de Serviços - loja 7) e no Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1534 - Centro). Leia o edital. Faça as inscrições aqui. Na ficha de inscrição, o candidato deverá optar por um pólo onde fará as atividades presenciais como seminários, encontros, tutoria e avaliações.

A seleção dos candidatos acontece nos dias 30 e 31 de agosto, nos municípios-pólos e constará de análise de curriculum vitae e entrevista. Só poderá participar da seleção candidatos que enviarem toda a documentação solicitada no edital. Outras informações pelo (31) 3409-9685, na secretaria do curso .

Comunicação Nescon
(31) 3409-9673 comunicacao@nescon.medicina.ufmg.br

Carta O BERRO - Vendendo Doenças!!

“Quem tem realmente interesse na saúde humana?
Pessoas sadias seriam uma catástrofe.
Ramos inteiros da industria iriam à falência.
A começar pela indústria farmacêutica.”
(Urs Waibel , Würenlos)


CARTA O BERRO

Os vendedores de doenças
Ray Moynihan, Alan Cassels



As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa "síndrome" que exige tratamento. Há cerca de trinta anos, o dirigente de uma das maiores
empresas farmacêuticas do mundo fez declarações muito claras. Na época,
perto da aposentadoria, o dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou
à revista Fortune seu desespero por ver o mercado potencial de sua empresa
confinadosomente às doenças. Explicando preferiria ver a Merck transformada
numa espécie de Wringley's - fabricante e distribuidor de gomas de mascar -,
Gadsden declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos
destinados às... pessoas saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a
possibilidade de "vender para todo mundo". Três décadas depois, o sonho
entusiasta de Gadsden tornou-se realidade.

As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam
agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da
vida diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são
transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais
pessoas, transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a
indústria farmacêutica, que movimenta cerca de 500 bilhões dólares por ano,
explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência física e da
doença - mudando assim literalmente o que significa ser humano.

Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os
sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para
aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall
Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes.

A fabricação das "síndromes"

A maioria de habitantes dos países desenvolvidos desfruta de vidas mais
longas, mais saudáveis e mais dinâmicas que as de seus ancestrais. Mas o
rolo compressor das campanhas publicitárias, e das campanhas de
sensibilização diretamente conduzidas, transforma as pessoas saudáveis
preocupadas com a saúde em doentes preocupados. Problemas menores são
descritos como muitas síndromes graves, de tal modo que a timidez torna-se um
"problema de ansiedade social", e a tensão pré-menstrual, uma doença mental
denominada "problema disfórico pré-menstrual”. O simples fato de ser um
sujeito "predisposto" a desenvolver uma patologia torna-se uma doença em si.

O epicentro desse tipo de vendas situa-se nos Estados Unidos, abrigo de
inúmeras multinacionais farmacêuticas. Com menos de 5% da população mundial,
esse país já representa cerca de 50% do mercado de medicamentos. As despesas
com a saúde continuam a subir mais do que em qualquer outro lugar do mundo.
Cresceram quase 100% em seis anos - e isso não só porque os preços dos
medicamentos registram altas drásticas, mas também porque os médicos
começaram a prescrever cada vez mais.

De seu escritório situado no centro de Manhattan, Vince Parry representa o
que há de melhor no marketing mundial. Especialista em publicidade, ele se
dedica agora à mais sofisticada forma de venda de medicamentos: dedica-se,
junto com as empresas farmacêuticas, a criar novas doenças.

Em um artigo impressionante intitulado "A arte de catalogar um estado de saúde", Parry revelou recentemente os artifícios utilizados por essas empresas para
"favorecer a criação" dos problemas médicos [1]. Às vezes, trata-se de um
estado de saúde pouco conhecido que ganha uma atenção renovada; às vezes,
redefine-se uma doença conhecida há muito tempo, dando-lhe um novo nome; e
outras vezes cria-se, do nada, uma nova "disfunção". Entre as preferidas de
Parry encontram-se a disfunção erétil, o problema da falta de atenção entre
os adultos e a síndrome disfórica pré-menstrual - uma síndrome tão
controvertida, que os pesquisadores avaliam que nem existe.

Médicos orientados por marqueteiros

Com uma rara franqueza, Perry explica a maneira como as empresas
farmacêuticas não só catalogam e definem seus produtos com sucesso, tais
como o Prozac ou o Viagra, mas definem e catalogam também as condições que
criam o mercado para esses medicamentos. Sob a liderança de marqueteiros da
indústria farmacêutica, médicos especialistas e gurus como Perry sentam-se
em volta de uma mesa para "criar novas idéias sobre doenças e estados de
saúde". O objetivo, diz ele, é fazer com que os clientes das empresas
disponham, no mundo inteiro, "de uma nova maneira de pensar nessas coisas".
O objetivo é, sempre, estabelecer uma ligação entre o estado de saúde e o
medicamento, de maneira a otimizar as vendas.

Para muitos, a idéia segundo a qual as multinacionais do setor ajudam a criar novas doenças parecerá estranha, mas ela é moeda corrente no meio da
indústria. Destinado a seus diretores, um relatório recente de Business
Insight mostrou que a capacidade de "criar mercados de novas
doenças" traduz- se em vendas que chegam a bilhões de dólares. Uma das
estratégias de melhor resultado, segundo esse relatório, consiste em mudar a
maneira como as pessoas vêem suas disfunções sem gravidade. Elas devem ser
"convencidas" de que "problemas até hoje aceitos no máximo como uma indisposição" são "dignos de uma intervenção médica".

Comemorando o sucesso do desenvolvimentode mercados lucrativos ligados a novos problemas da saúde, o relatório revelou grande otimismo em relação ao futuro financeiro da indústria farmacêutica: "Os próximos anos evidenciarão, de maneira
privilegiada, a criação de doenças patrocinadas pela empresa".

Dado o grande leque de disfunções possíveis, certamente é difícil traçar uma linha claramente definida entre as pessoas saudáveis e as doentes. As
fronteiras que separam o "normal" do "anormal" são freqüentemente muito
elásticas; elas podem variar drasticamente de um país para outro e evoluir
ao longo do tempo. Mas o que se vê nitidamente é que, quanto mais se amplia
o campo da definição de uma patologia, mais essa última atinge doentes em
potencial, e mais vasto é o mercado para os fabricantes de pílulas e de
cápsulas.

Em certas circunstâncias, os especialistas que dão as receitas são
retribuídos pela indústria farmacêutica, cujo enriquecimento está ligado à
forma como as prescrições de tratamentos forem feitas. Segundo esses
especialistas, 90% dos norte-americanos idosos sofrem de um problema
denominado "hipertensão arterial"; praticamente quase metade das
norte-americanas é afetada por uma disfunção sexual batizada FSD
(disfunção sexual feminina); e mais de 40 milhões de norte-americanos
deveriam ser acompanhados devido à sua taxa de colesterol alta.

Com a ajuda dos meios de comunicação em busca de grandes manchetes, a última disfunção é constantemente anunciada como presente em grande parte da população: grave, mas sobretudo tratável, graças aos medicamentos. As vias alternativas para compreender e tratar dos problemas de saúde, ou para reduzir o número estimado de doentes, são sempre relegadas ao último plano, para satisfazer
uma promoção frenética de medicamentos.

Quanto mais alienados, mais consumistas

A remuneração dos especialistas pela indústria não significa necessariamente
tráfico de influências. Mas, aos olhos de um grande número de observadores,
médicos e indústria farmacêutica mantêm laços extremamente estreitos. As
definições das doenças são ampliadas, mas as causas dessas
pretensas disfunções são, ao contrário, descritas da forma mais sumária
possível.

No universo desse tipo de marketing, um problema maior de saúde,
tal como as doenças cardiovasculares, pode ser considerado pelo foco
estreito da taxa de colesterol ou da tensão arterial de uma pessoa. A
prevenção das fraturas da bacia em idosos confunde-se com a obsessão pela
densidade óssea das mulheres de meia-idade com boa saúde. A tristeza pessoal
resulta de um desequilíbrio químico da serotonina no cérebro.

O fato de se concentrar em uma parte faz perder de vista as questões mais importantes, às vezes em prejuízo dos indivíduos e da comunidade. Por exemplo: se o objetivo é a melhora da saúde, alguns dos milhões investidos em caros medicamentos
para baixar o colesterol em pessoas saudáveis, podem ser utilizados, de modo mais eficaz, em campanhas contra o tabagismo, ou para promover a atividade física e melhorar o equilíbrio alimentar.

A venda de doenças é feita de acordo com várias técnicas de marketing, mas a mais difundida é a do medo. Para vender às mulheres o hormônio de reposição
no período da menopausa, brande-se o medo da crise cardíaca. Para vender aos
pais a idéia segundo a qual a menor depressão requer um tratamento pesado,
alardeia-se o suicídio de jovens. Para vender os medicamentos para baixar o
colesterol, fala-se da morte prematura. E, no entanto, ironicamente, os
próprios medicamentos que são objeto de publicidade exacerbada às vezes
causam os problemas que deveriam evitar.

O tratamento de reposição hormonal (THS) aumenta o risco de crise cardíaca entre as mulheres; os antidepressivos aparentemente aumentam o risco de
pensamento suicida entre os jovens. Pelo menos, um dos famosos medicamentos
para baixar o colesterol foi retirado do mercado porque havia causado a morte
de "pacientes". Em um dos casos mais graves, o medicamento considerado bom
para tratar problemas intestinais banais causou tamanha constipação que os
pacientes morreram. No entanto, neste e em outros casos, as autoridades
nacionais de regulação parecem mais interessadas em proteger os lucros das
empresas farmacêuticas do que a saúde pública.

A "medicalização" interesseira da vida

A flexibilização da regulação da publicidade no final dos anos 1990, nos Estados Unidos, traduziu-se em um avanço sem precedentes do marketing
farmacêutico dirigido a "toda e qualquer pessoa do mundo". O público foi
submetido, a partir de então, a uma média de dez ou mais mensagens
publicitárias por dia. O lobby farmacêutico gostaria de impor o mesmo tipo de desregulamentação o em outros lugares. Há mais de trinta anos, um livre pensador de nome Ivan Illich deu o sinal de alerta, afirmando que a expansão do establishment médico estava prestes a "medicalizar" a própria vida, minando a capacidade das pessoas enfrentarem a realidade do sofrimento e da morte, e transformando um enorme número de cidadãos comuns em doentes. Ele criticava o sistema médico, "que pretende ter autoridade sobre as pessoas que ainda não estão doentes, sobre as pessoas de quem não se pode racionalmente esperar a cura, sobre as pessoas para quem os remédios receitados pelos médicos se revelam no mínimo tão eficazes quanto os oferecidos pelos tios e tias [2] ".

Mais recentemente, Lynn Payer, uma redatora médica, descreveu um processo que denominou "a venda de doenças": ou seja, o modo como os médicos e as empresas farmacêuticas ampliam sem necessidade as definições das doenças, de
modo a receber mais pacientes e comercializar mais medicamentos [3]. Esses
textos tornaram-se cada vez mais pertinentes, à medida que aumenta o
rugido do marketing e que se consolidas as garras das multinacionais sobre o
sistema de saúde.


(Tradução: Wanda Caldeira Brant)

Copiado da lista do yahoo de Educação Popular em Saúde

terça-feira, 19 de agosto de 2008

ARTIGO SOBRE A REALIDADE DO PSF (clique aqui)


A integração e articulação entre as ações de saúde e de educação no Programa de Saúde da Família – PSF



The integration articulation between the education and health actions in The Family Health Program – PSF

La integración e articulación entre la educación y las acciones en el Programa de la Salud de la Familia – PSF

Cesar Cavalcanti da SilvaI, Ana Tereza M. C. da SilvaII, Agnes LonsingIII

IEnfermeiro. Professor Doutor do Departamento de Enfermagem de Médico-Cirúrgica e Administração do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba – DEMCA/CCS/UFPB. Av. Umbuzeiro 209 – Manaíra – João Pessoa/PB. CEP 58038-180 profccs@yahoo.com.br

IIEnfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública e Psiquiatria do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba – DESPP/CCS/UFPB. anatmc8@yahoo.com.br

IIIEnfermeira. Aluna do Curso de Especialização em Administração dos Serviços de Saúde e de Enfermagem do CCS/UFPB. lonsing@uol.com.br


RESUMO

O artigo discute as ações práticas de uma equipe do Programa de Saúde da Família - PSF em uma cidade do interior nordestino e, revela a falta de integração/articulação dessas ações com a dimensão educativa. A desarticulação dos conhecimentos dos membros da equipe de saúde sobre os princípios teóricos, metodológicos e filosóficos do PSF é apontada como um dos determinantes do pouco envolvimento do trabalho da equipe com a área educativa. A análise dos dados coletados foi realizada através da técnica da análise crítica dos discursos que conduziu à categoria empírica: contradição teórica x prática nas ações das equipes de saúde do Programa de Saúde da Família.

Palavras chave: Educação em Saúde; Programa de Saúde da Família, Enfermagem de Saúde Pública.


INTRODUÇÃO

O resgate da dívida social do governo para com as camadas excluídas da população brasileira nos setores da saúde e da educação pressupõe a realização de reflexões sobre as políticas sociais implementadas em face do resgate dessa dívida.

Esses processos reflexivos se revestem de grande importância nesse momento histórico, principalmente nos municípios do interior nordestino, em razão das necessidades decorrentes da implementação do Sistema Único de Saúde – SUS e de suas necessidades em termos de perfis profissionais para atender seus princípios norteadores, tanto doutrinários quanto organizativos.

Universalidade, Equidade e Integralidade constituem os princípios doutrinários do SUS. O primeiro, garante a atenção de saúde a todo e qualquer cidadão brasileiro, enquanto o segundo e o terceiro, asseguram a igualdade de todos perante o sistema de saúde, reconhecendo o homem como ser integral e prevendo seu atendimento como ser bio-psico-social.

No aspecto organizacional, o SUS encontra-se amparado pelos princípios da Regionalização e Hierarquização; Resolubilidade; Descentralização, Participação dos Cidadãos e Complementaridade do setor privado, esses princípios asseguram que os serviços de saúde devem ser organizados em níveis de complexidade tecnológica crescente e dispostos numa área geográfica delimitada. Os princípios organizacionais asseguram ainda, que os serviços devem resolver os problemas até o nível de sua competência e que haja inclusão da população na formulação das políticas de saúde e no controle de sua execução, através dos Conselhos de Saúde, além da contratação de serviços privados mediante insuficiência do setor público, desde que respeitadas as normas do Direito Público (BRASIL, 1990).

A estratégia definida para a efetivação do SUS, enquanto política social de saúde, materializada no Programa de Saúde da Família – PSF requer o trabalho engajado de todos os seus colaboradores e, sobretudo, a compreensão de seu alcance e necessidades nos planos da saúde e da educação.

No âmbito da formação de força de trabalho com perfis que atendam aos requerimentos do SUS/PSF, essa compreensão e engajamento constituem elemento fundamental para o sucesso da Política e Estratégia, pois, um de seus principais objetivos é ampliar as condições de saúde e vida da população usuária dos serviços públicos, acarretando mudança da lógica e da prática do sistema.

O PSF propõe uma nova dinâmica para a estruturação dos serviços e ações de saúde, bem como sua relação com a comunidade e entre os diversos níveis de complexidade assistencial. Essa estratégia assume o compromisso de prestar assistências universais, integrais, equânimes, contínuas e resolutivas à população, tanto nas unidades de saúde quanto nos domicílios, identificando os fatores de risco aos quais ela está exposta e neles intervindo de forma apropriada (SOUZA, 2000).

Fazer avançar esse processo de inclusão social é o que se reclama no presente e o grande desafio que se coloca é a ampliação desse compromisso de intervenção a partir das necessidades da população, bem como, o fomento dos processos de articulação com os demais setores da sociedade, particularmente, o da educação.

Não há fórmulas específicas para o estabelecimento de articulações entre o PSF e as instituições de qualquer setor, entretanto, vale ressaltar a importância da parceria entre esse Programa e os estabelecimentos educacionais das comunidades onde atuam, a partir de algumas ações a serem desenvolvidas, tais como: Visita dos profissionais às escolas para a realização de palestras sobre aspectos relacionados à promoção da saúde e à prevenção de doenças; Realização de reuniões periódicas com pais e mestras sobre assuntos de relevância para a comunidade e Planejamento de ações conjuntas com o objetivo de ampliar os resultados das atividades educativas, principalmente junto aos jovens e adolescentes com ênfase na necessidade da participação social (MAIA et al, 2003).

Nesse sentido, o Programa de Saúde da Família, objetiva a integração e a organização das atividades em um território definido, com o propósito de enfrentar e resolver os problemas identificados, com vistas a mudanças radicais no sistema, de forma articulada e perene. Foge da concepção usual dos programas tradicionais concebidos no Ministério da Saúde, por não se tratar de intervenção pontual no tempo e no espaço e tampouco de forma vertical ou paralela às atividades rotineiras dos serviços de saúde (MAIA et al, 2003).

Considerando que as escolas podem assumir um papel fundamental na disseminação de informações de saúde no meio familiar e comunitário no sentido de produzir uma nova cultura em relação ao processo saúde-doença, justifica-se a investigação do tema proposto para a promoção desse processo de integração/articulação, de forma ordenada e criteriosa.

Dada a importância do compartilhamento das informações de saúde visando à tomada de decisões sobre ações no âmbito individual e coletivo em uma comunidade, questionamos: As equipes do Programa de Saúde da Família atuam de modo integrado e articulado junto às escolas da comunidade?



OBJETIVOS

* Compreender a atuação das equipes de saúde do PSF no âmbito da integração/articulação entre as ações de saúde e de educação.
* Verificar a integração/articulação entre as equipes de saúde da família e as escolas da comunidade onde atuam.



CAMINHO METODOLÓGICO

Estudo do tipo descritivo-exploratório com abordagem qualitativa sobre a atuação de uma equipe de saúde do PSF, tendo em vista a necessidade de atuação de forma integrada e articulada nos setores da saúde e da educação.

Partimos do pressuposto de que a integração/articulação entre as atividades do PSF (âmbito da saúde), junto às escolas da comunidade (âmbito da educação), constitui-se fator significativo para a ampliação do alcance de suas ações na comunidade.

O estudo foi realizado no município de Coité do Nóia, localizado a vinte e dois quilômetros de Arapiraca/PB, local de trabalho de um dos pesquisadores. No âmbito da educação, esse município possui três escolas, sendo duas na área urbana e uma em área rural. A maior escola do município atende ao ensino fundamental e médio, contando atualmente com quinhentos alunos matriculado nos três turnos. O setor saúde dispõe de uma Unidade Básica de Saúde, na qual atuam quatro equipes do PSF. Uma equipe responsabiliza-se pela área urbana do município e fornece suporte às três restantes, cuja atuação restringe-se a área rural.

A pesquisa pautou-se pela Resolução 196/96 e teve início após sua liberação pelo Comitê de Ética do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba. Para proceder a coleta de dados utilizou-se a técnica da Entrevista Semi-Estruturada que parte de certos questionamentos básicos, estimulando o informante a seguir seu pensamento dentro do foco principal colocado pelo investigador. Foram entrevistados três auxiliares de enfermagem e um médico.

A sistemática adotada pelo pesquisador para a realização das entrevistas foi: agendar o encontro, explicar os objetivos e propósitos da entrevista, solicitar a leitura e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, solicitar permissão para gravação dos depoimentos e, finalmente, proceder à entrevista.

A análise dos dados coletados foi realizada através da técnica da Análise de Discurso, que é indicada nas pesquisas qualitativas pelas possibilidades de relacionamento dos materiais que envolvem juízos e valores, como argumentos ou meios, conduzindo a um fazer crer relacionado à totalidade do contexto sócio-histórico (FIORIN, 1990).

A pertinência da análise de discurso neste estudo decorreu da possibilidade dessa técnica revelar as características da atuação dos membros de uma equipe de saúde da família e conseqüentemente, confirmar ou negar um trabalho de articulação/integração entre as atividades de saúde, via ações do PSF e de educação, por meio das atividades de responsabilidade das escolas locais.

Após a transcrição dos depoimentos, os textos foram impressos e catalogados por ordem de coleta. Na seqüência, procedeu-se a várias leituras dos textos, identificando-se e separando-se os trechos discursivos que versavam sobre a atuação prática da equipe. A recorrência de alguns posicionamentos permitiu a identificação de cinco sub-temas, a saber: distorção na filosofia de trabalho do PSF; não aplicação dos princípios teóricos do PSF; afinidade com o trabalho do PSF; interferências externas no trabalho do PSF; falta de recursos materiais dificultando o trabalho do PSF.



RESULTADO E DISCUSSÃO

O refinamento dos principais sub-temas visando a compreensão dos depoimentos mais relevantes relacionados ao objeto do estudo evidenciou uma contradição interna no fenômeno estudado, qual seja, a ausência de qualquer referência à realização de atividades educativas pelos membros da equipe de saúde do PSF, durante sua atuação prática, precisamente em um programa cuja principal função é trabalhar na prevenção primária de saúde, por meio de atividades educativas, tendo em vista as necessidades do SUS nessa área.

A exclusividade do desenvolvimento de ações pontuais no âmbito da atenção secundária de saúde em programa concebido como estratégia de reforço ao SUS, aponta para uma contradição interna entre teoria e prática no processo de trabalho das equipes do PSF da realidade investigada.
Vale salientar que na experiência vivida foi possível identificar a interferência da dimensão político-partidária no processo de trabalho das equipes do PSF e seu papel determinante, nas ações e reações dos profissionais e ocupacionais locais. Vale salientar que a verificação desse fenômeno se constituirá objeto de estudo de futuras investigações.

Contradição Teoria x Prática nas ações das equipes de saúde do Programa de Saúde da Família

Segundo a Conferência de Alma-Ata a saúde quando tratada no nível primário de atenção vincula-se aos cuidados essenciais, baseados em metodologias e tecnologias práticas, cientificamente válidas e socialmente aceitas, devendo ser acessíveis a todas as famílias e membros de uma dada comunidade, com custos compatíveis com os recursos econômicos que a sociedade disponha (OMS, 1978).

Também deriva dessa Conferência, o entendimento de que as ações desenvolvidas no nível primário de atenção à saúde devem assegurar práticas educativas nesse âmbito, incluindo o repasse de conhecimentos essenciais para prevenir ou reduzir riscos, presentes ou encontráveis, nas distintas áreas de atuação. A assistência no nível primário de atenção à saúde deve estar, portanto, calcada nas atividades preventivas e de vigilância à saúde, realizada principalmente através da orientação/educação dirigidas à população.

No Brasil, o Programa de Saúde da Família – PSF, criado em 1994, é o veículo por meio do qual o Ministério da Saúde – MS vem tentando fortalecer o nível primário de atenção a saúde (atenção básica) como estratégia de apoio para a efetivação do Sistema Único de Saúde na perspectiva da Reforma Sanitária. Dentre as principais ações do PSF no âmbito de atuação local, está a reorganização das unidades básicas de saúde com o objetivo de torná-las resolutivas, por meio da criação de vínculos de compromisso e responsabilidade entre profissionais, serviços de saúde e população em uma prática profissional participativa e integral (SOUZA, 2000).

Dessa forma, o PSF tem seu trabalho voltado para a assistência ao nível primário realizado com base na aproximação dos profissionais de saúde com as famílias e as comunidades, sendo essa, sua principal característica e diferencial em relação aos programas tradicionais do Ministério da Saúde.

A implantação do PSF significou a reorganização do Sistema de Saúde em alguns municípios, substituindo antigas práticas, tanto técnicas quanto administrativas e implementando novos princípios, com foco na promoção da saúde e incentivo à participação da comunidade nas ações de saúde.(SOUZA, 2000)

A implementação de uma Política de Saúde da Família como estratégia de apoio ao SUS em resposta às demandas do movimento pela a Reforma Sanitária propiciou o repensar das práticas profissionais no âmbito da saúde e uma profunda reflexão sobre os valores e conhecimentos de todos os envolvidos no processo de produção social da saúde (MAIA et al, 2003).

Cabe salientar, entretanto, que a inserção das equipes de saúde no processo de trabalho do PSF, nas diferentes regiões brasileiras, apresenta diferenças significativas em relação ao trabalho técnico e sua prática cotidiana, além de seus posicionamentos políticos em relação ao processo de produção social da saúde, configurando o surgimento de inúmeras contradições no âmbito da teoria e da prática.

No cenário investigado, uma das primeiras contradições identificadas diz respeito às atividades meio do processo de trabalho, desenvolvida pela equipe, em franco descompasso com os objetivos da estratégia, conforme pode ser observado nos discursos a seguir:

“Durante todo dia eu passo aqui a realizar punções, curativos em cortes, aplicação de injetáveis prescritos pelo médico” (A.2; L.05/06)

“Procuro não me afastar de fazer o lado técnico quando estou no PSF. Não adianta você exercer sua profissão fazendo só o social, esquecendo o lado técnico”. (M.1; L.14/21)

Nesses depoimentos foi possível verificar que alguns componentes da equipe não fazem qualquer diferença entre as atividades relacionadas aos níveis primário e secundário de atenção à saúde. A equipe pesquisada encara as atividades preventivas, da mesma forma e no mesmo patamar de importância, que o faz em relação ao agravo já instalado, não considerando o componente social e muito menos a interface educativa desse componente.

No que concerne à preparação dos profissionais para o desempenho técnico da equipe dentro da metodologia de trabalho do PSF, o atual processo de especialização das profissões da área da saúde tem contribuído fortemente para a ocorrência de severas distorções no âmbito da assistência e extensão de cobertura.

Essas distorções têm sido combatidas com a realização de cursos preparatórios (Curso Introdutório) que visam à adaptação dos profissionais às especificidades da metodologia de trabalho do PSF, na perspectiva de superação das formações super especializadas, facilmente encontradas nas universidades brasileiras, especialmente nos cursos da área da saúde. Contudo, apesar dos constantes esforços dos Pólos de Capacitação, essa metodologia ainda não se encontra totalmente disseminada e a contratação de profissionais sem formação na área da saúde coletiva tem gerado inúmeras contradições, conforme se percebe no depoimento a seguir:

“Minha formação é anestesia e eu faço PSF também, que é medicina comunitária social” (M1-L 011/02)

A Medicina Comunitária foi um modelo assistencial concebido nos Estados Unidos da América do Norte, na década de 60 do século passado, e que chegou ao Brasil no início da década de 70, no rastro do modelo assistencial da Medicina Integral e Preventiva. Difundido por agências internacionais como a Organização Mundial de Saúde - OMS e Organização Pan-americana de Saúde – OPAS, esse modelo se implementou como uma prática complementar de assistência a saúde, oferecida à parcela excluída do acesso à medicina flexneriana, encontrando grande respaldo nas universidades como projetos-piloto (ARANTES, 1999).

A Medicina Comunitária, juntamente com o movimento preventivista, desenvolveu–se nas Universidades por meio das propostas de Integração Docente Assistencial – IDA, como parte de um grande esforço para a reformulação do ensino em saúde, sobretudo da educação médica, vinculando-se a programas de extensão de cobertura e expansão da rede básica de serviços (MARSIGLIA & SPINELLI, 1985)

O grande mérito do modelo assistencial da Medicina Comunitária foi o de possibilitar o início das discussões sobre o verdadeiro alcance dos modelos preventivistas e a inserção das Ciências Sociais nos grandes debates sobre saúde. Esse momento histórico marcou o envolvimento da dimensão social, na compreensão do processo saúde-doença e culminou com o afastamento das concepções teórico-metodológicas de origem funcionalistas, possibilitando o surgimento de concepções histórico-estruturais, e com elas, a abordagem do Materialismo Histórico e Dialético na Saúde Coletiva (MARSIGLIA & SPINELLI, 1985)

Contudo, embora o Programa de Saúde da Família seja respaldado numa concepção que procura atender tanto as necessidades individuais quanto as coletivas, o que se constata na prática é a prioridade da atenção individual sem o mesmo alcance para o componente coletivo e, portanto, social.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base na análise dos depoimentos dos membros de uma equipe de saúde do PSF, em atividade no interior nordestino foi possível depreender que o processo de integração/articulação entre as ações de saúde e de educação no cenário investigado não se efetiva no plano da prática profissional.

A inaplicabilidade dos princípios teóricos, metodológicos e filosóficos do PSF, bem como seu curto alcance em termos de ações para além do setor saúde, interfere frontalmente nos resultados das ações implementadas e dificulta as tentativas de integração/articulação do trabalho do PSF com a dimensão educativa visando a orientação/educação para a população.

Afirma-se com base nos resultados desse estudo, que o entendimento da saúde como produção social e construção coletiva, passa pela participação da dimensão educativa, uma vez que esse espaço possibilita a produção e reprodução do conhecimento e congrega os principais alvos da política pública atual.

O social como foco de atenção nas ações da equipe de trabalho do PSF ainda pode ser considerado por muitos uma mera utopia, entretanto as bases e os elementos necessários para a implementação de atividades nessa dimensão já estão postos. A busca de parcerias e de ações intersetoriais, em prol da melhoria das condições de saúde da comunidade é uma das atribuições do PSF e está relacionada à promoção da saúde e ao processo de trabalho para efetivá-la.

Reafirmamos que, a integração/articulação PSF x Escola pode resultar em benefícios para ambos os setores, visto que, a grande transformação proposta pelo modelo de atenção do Programa de Saúde da Família está calcada na participação popular e nos diversos setores responsáveis pelo desenvolvimento da comunidade.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÀFICAS

ARANTES, C.I.S. Saúde Coletiva: os (des) caminhos da construção do ensino de enfermagem. 1999, 202p. Tese (Doutorado). Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo.

BRASIL. Ministério da Saúde (BR) Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. ABC do SUS – Doutrinas e princípios. Brasília (DF); 1990.

FIORIN, J.L. Elementos de Análise do Discurso. São Paulo: Contexto - Edusp, 1990.

MAIA, D; DANTAS, M. R; ROCHA. Saúde na escola e qualidade de vida. Departamento de Atenção Básica. Secretaria de Políticas de Saúde. Ministério da Saúde (BR). Os programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde e sua Interface com a Escola. Brasília (DF); 2003. mimeo.

MARSIGLIA, R.G; SPINELLI, S.P. As ciências sociais em saúde e o ensino. IN: CANESQUI, A.M. (org) Dilemas e desafios das ciências sociais na saúde coletiva. São Paulo: Hucitec/Rio de Janeiro, ABRASCO, 1995. p.123–132.

OMS - Organização Mundial de Saúde. Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, Alma Ata, 1978.

SOUZA, M.F. A enfermagem reconstruindo sua prática: mais que uma conquista no PSF. Rev. Bras. Enferm v. 53, (nº. esp): p. 25-30, 2000.


Revista Eletrônica de Enfermagem
ISSN 1518-1944 versión on-line

Artigo original recebido em 13/03/2006

Aprovado para publicação em 30/04/2006


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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

DEZ ANOS SEM PAULO FREIRE




Paulo Freire nasceu em Recife, no dia 19 de setembro de 1921.Em sua trajetória de vida, Paulo Freire escreveu mais de 40 livros. Recebeu vários títulos de doutor honoris causa de universidades do mundo inteiro, que reconhecem até hoje a importância de seu método educativo. No dia 2 de maio de 1997, aos 75 anos, morria em decorrência de uma doença do coração, o pedagogo que valorizou as histórias de vida e o universo vocabular dos grupos populares como método de alfabetização: o pernambucano Paulo Neves Freire.

FRASES DE PAULO FREIRE

"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo".(Paulo Freire)

"O mundo não é, o mundo está sendo".(Paulo Freire)

"A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém". (Paulo Freire)

"Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão". (Paulo Freire)

"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." (Paulo Freire)

"Não se pode falar de educação sem amor".(Paulo Freire)

"A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa". (Paulo Freire)

"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre".(Paulo Freire)

"Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes". (Paulo Freire)

"Estudar exige disciplina. Estudar não é fácil. porque estudar pressupõe criar, recriar, e não apenas repetir o que os outros dizem ...""Estudar é um dever revolucionário""A escola sozinha não muda as condicões de injustiças sociais... Resta perguntar: Está fazendo tudo que pode?"( Paulo Freire)

"Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes,mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor. Gente mais gente". (Paulo Freire)

QUEM FOI SÃO BRÁS??




São Brás, bispo e mártir.
Pintura de Hans Memling


São Brás era um médico, que se tornou bispo. Ele viveu entre o séculos III e IV na Armênia. Ficou conhecido porque retirou com a mão um espinho da garganta de uma criança. Por esse motivo é padroeiro das doenças da garganta e no dia de sua celebração em 3 de fevereiro, nas cidades da Espanha e algumas da América Latina, as mães levam os filhos para benzerem a garganta. Foi capturado pelos romanos e decapitado no ano 316.

A HISTÓRIA DA VILA SÃO BRAZ CONTADA POR SEUS MORADORES




VILA SÃO BRAZ

A vila São Braz teve início em 1989, quando foi eleito o prefeito Antonio Braz Genelhu de Melo, que iniciou a doação de terrenos para os primeiros moradores da V. Saak. Uma das primeiras moradoras dona Devanir R. do Nascimento, que ainda mora no bairro, conta como a vila São Braz surgiu.
Os primeiros moradores moravam em barracos de lona preta, sem energia, sem água tratada e ficaram assim por quase um ano. Depois o prefeito doou alguns materiais de construção e deveria entãoa contecer o Projeto Mutirão. No entanto, os materiais não eram suficientes para a construção das casas, alguns nem mesmo conseguiram começar a construir e acabaram vendendo o que havia ganhado, continuando por muito tempo ainda no barraco de lona preta. Com o tempo foi mudando as pessoas e o bairro.
Primeiro veio a energia elétrica e a água, depois veio os mercados, as mercearias, os abres , as padarias, as escolas, as creches e muitas outras coisas.
Apesar de muita coisa boa que já forma conquistadas, há muita pobreza e muitas necessidades. falta muitas coisas, temos muitas crianças sem ter o que fazer, entrando na marginalidade, sem esperança de futuro. Gostaria de poder ajudar de alguma forma........

Colhido e escrito por Sueli do Nascimento, ACS da equipe 17.

HINO DE DOURADOS



Bandeira da cidade de Dourados



HINO DO MUNICÍPIO DE DOURADOS


Letra por Armando da Silva Carmello
Melodia por Maestro José Oliveira Silva


Sob um céu de alvorada fagueira,
Surge a terra de amor e afeto;
Eis Dourados, vibrante, altaneira,
Nosso berço, rincão predileto.

Sob um céu de alvorada fagueira,
Surge a terra de amor e afeto;
Eis Dourados, altaneira,
Nosso berço, predileto.
Eis Dourados, altaneira,
Nosso berço, predileto.

Eis Dourados cintilante
De labor e anseios mil
No futuro confiante
Lindo Oásis do Brasil.
Eis Dourados cintilante
De labor e anseios mil
Jóia brilhante - do Brasil

Eis Dourados cintilante
De labor e anseios mil
No futuro confiante
Lindo Oásis do Brasil.
Eis Dourados cintilante
De labor e anseios mil
Jóia brilhante - do Brasil

Seu passado vai longe com glória
Da esperança foi sempre uma flor,
O seu nome desponta na história
Com beleza, com paz e amor!

Seu passado vai longe com glória
Da esperança foi sempre uma flor,
O seu nome, na história
Com beleza - Paz e amor!
O seu nome, na história
Com beleza - Paz e amor!

Eis Dourados cintilante
De labor e anseios mil
No futuro confiante
Lindo Oásis do Brasil.
Eis Dourados cintilante
De labor e anseios mil
Jóia brilhante - do Brasil

Eis Dourados cintilante
De labor e anseios mil
No futuro confiante
Lindo Oásis do Brasil.
Eis Dourados cintilante
De labor e anseios mil
Jóia brilhante - do Brasil

RECRUTAMENTO DE PACIENTES COM LÁBIO LEPORINO PARA FAZER CIRURGIA (clique aqui)




Campanha de recrutamento de pacientes através da parceria com a AMPLA e LIGHT


Através da parceira com as empresas de energia elétrica AMPLA e LIGHT do Rio de Janeiro conseguimos fazer a divulgação do programa que irá acontecer de 14 a 22 de agosto nesta cidade de maneira extremamente bem sucedida. As duas concessionárias colocaram informações nas suas contas com distribuição a cerca de 6,5 milhões de usuários dos serviços das duas concessionárias. Maiores informações podem ser obtidas em Programa Atual na página inicial do site.

IMPORTANTE: Esta circulando na internet um e-mail sobre este programa e gostaríamos de esclarecer que a informação é verdadeira e que a AMPLA é nossa parceira na divulgação visando à captação de pacientes.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

IV ENEPS - Encontro nacional de Educação Popular



Oficina ministrada pelo Ernande, enfermeiro de Rio Negro - MS sobre como trabalhar com rádio e mídias usando a internet.



Passeio nas dunas de Fortaleza.



Apresentando um dos trabalhos...



Tendo o carro alugado danificado.. um trauma!

HIP HOP SOBRE O SUS APRESENTADO NO IV ENEPS PELO GRUPO CIRANDAS DE FORTALEZA NA VOZ DE JOSENILDO

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